Tá aí um dos resultados do Projeto Jornalismo Comunitário, desenvolvido pelo meu grupo Sociedade Alternativa. Diferenças Sociais no Mundo Canino. Sim elas existem. Aqui, aí e em todo lugar!
Reflitam.
Para mais informações confira nosso site
Superação
Postado por Samira Hidalgo às 10:09 1 comentários
Sente a ironia
Adoro esses turistas que visitam minha cidade e jogam lixo no Rio Paraíba do Sul. ADORO!
Postado por Samira Hidalgo às 11:28 2 comentários
Força de vontade e determinação estão no sangue. E no momento, as duas correm soltas pelas minhas veias.
Postado por Samira Hidalgo às 16:48 0 comentários
Deus, dai-me paciência, porque se der força eu espanco
A paciência nunca foi minha virtude, mas de uns tempos pra cá eu passei a ser mais, hãm, tolerante. Mais comigo do que com os outros.
O problema é que a tolerância me frusta. Me frusta de uma maneira horrenda ficar calada e não dizer o que eu sinto. Me sufoca.
Meu silêncio me causa dor e minha dor aumenta minha ferida. E vai ser sempre assim, num ritmo desigual, entretanto constantemente acelerado: silêncio-dor-ferida, silêncio-dor-ferida, silêncio-dor-ferida. Ciclo vicioso.
É difícil aprender com os tapas que a vida te dá. Com a intolerância de outros sobre você. Com o efeito colateral que algumas pessoas te causam. Existir é difícil, por isso que eu vivo dizendo: "preguiça de existir". Preguiça mesmo. Afinal, existir dá um trabalho do cão e você nem ganha pra isso.
Nenhuma tendência suicida aqui. Relaxem.
=)
Postado por Samira Hidalgo às 15:40 1 comentários
Cozinheiro é a mãe!
O Supremo Tribunal Federal acaba de dar um soco no estômago de cada um de nós, estudantes de jornalismo.
No último dia 17, por 8 votos a 1, os ministros Carmen Lucia, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cesar Peluso, Ellen Gracie e Celso Mello seguiram Gilmar Mendes na decisão de acabar com a obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a função.
Mendes chegou a nos comparar com cozinheiros: "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e anti ético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde, e à vida dos consumidores".
Não preciso dizer aqui que os políticos pra mim e para metade do mundo são como os bandidos, né? Tá.
Esses oito ministros votaram pela informação errada, pelo jornalismo banal, pelo jornalismo onde a única coisa que importa são seus anunciantes. Votaram pelo trabalho escravo de jornalista. Votaram por um salário baixo.
Esses oito ministros tiraram o sonho de muitos futuros jornalistas, que como eu, queriam fazer mais por esse mundo. Mas se agora até puta pode ser jornalista nas horas vagas, como vamos mudar o mundo?
O meu espírito jornalístico se esvaiu. Foi embora pelo ralo. Escapou das minhas mãos. Essa decisão foi bruta, foi cruel, foi ridícula. Jornalista não está aí pra brincar. Existem suas exceções, é claro. Mas, são poucas. Já na política, não existe exceção. A corrupção rola solta.
Agora, o STF cai em sua própria armadilha. Já que o concurso que vai contratar 14 profissionais da área exigia o diploma. O salário é de R$6.651,52. Esse valor pode ser pago agora à qualquer um. Ao bêbado ali da esquina, que sabe escrever o nome e tem espírito pra investigação - se a mulher o trai, por exemplo, já é investigação. À prostituta, com seus princípios morais tão bem posicionados. Aos políticos, com seu dom ladrão. A qualquer bosta que perambule pelas ruas desse Brasil, que sonha um dia ir pra frente.
Que os ministros sejam entrevistados a partir de hoje por gente analfabeta, por gente sem competência, pelo bêbado da esquina, pelo cozinheiro do restaurante fundo de quintal. E por mim, pra mostrar porquê o diploma faz toda a diferença.
Postado por Samira Hidalgo às 14:51 7 comentários


