Não chora, a vida foi feita mesmo para se aprender...

Superação



Tá aí um dos resultados do Projeto Jornalismo Comunitário, desenvolvido pelo meu grupo Sociedade Alternativa. Diferenças Sociais no Mundo Canino. Sim elas existem. Aqui, aí e em todo lugar!

Reflitam.

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Sente a ironia

Adoro esses turistas que visitam minha cidade e jogam lixo no Rio Paraíba do Sul. ADORO!

Força de vontade e determinação estão no sangue. E no momento, as duas correm soltas pelas minhas veias.

Deus, dai-me paciência, porque se der força eu espanco

A paciência nunca foi minha virtude, mas de uns tempos pra cá eu passei a ser mais, hãm, tolerante. Mais comigo do que com os outros.
O problema é que a tolerância me frusta. Me frusta de uma maneira horrenda ficar calada e não dizer o que eu sinto. Me sufoca.
Meu silêncio me causa dor e minha dor aumenta minha ferida. E vai ser sempre assim, num ritmo desigual, entretanto constantemente acelerado: silêncio-dor-ferida, silêncio-dor-ferida, silêncio-dor-ferida. Ciclo vicioso.
É difícil aprender com os tapas que a vida te dá. Com a intolerância de outros sobre você. Com o efeito colateral que algumas pessoas te causam. Existir é difícil, por isso que eu vivo dizendo: "preguiça de existir". Preguiça mesmo. Afinal, existir dá um trabalho do cão e você nem ganha pra isso.

Nenhuma tendência suicida aqui. Relaxem.
=)


Ohne dich ist alles doof! Herzlichen Glückwunsh zum Geburtstag, Oma.

Cozinheiro é a mãe!

O Supremo Tribunal Federal acaba de dar um soco no estômago de cada um de nós, estudantes de jornalismo.
No último dia 17, por 8 votos a 1, os ministros Carmen Lucia, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cesar Peluso, Ellen Gracie e Celso Mello seguiram Gilmar Mendes na decisão de acabar com a obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a função.
Mendes chegou a nos comparar com cozinheiros: "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e anti ético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde, e à vida dos consumidores".
Não preciso dizer aqui que os políticos pra mim e para metade do mundo são como os bandidos, ? Tá.
Esses oito ministros votaram pela informação errada, pelo jornalismo banal, pelo jornalismo onde a única coisa que importa são seus anunciantes. Votaram pelo trabalho escravo de jornalista. Votaram por um salário baixo.
Esses oito ministros tiraram o sonho de muitos futuros jornalistas, que como eu, queriam fazer mais por esse mundo. Mas se agora até puta pode ser jornalista nas horas vagas, como vamos mudar o mundo?
O meu espírito jornalístico se esvaiu. Foi embora pelo ralo. Escapou das minhas mãos. Essa decisão foi bruta, foi cruel, foi ridícula. Jornalista não está aí pra brincar. Existem suas exceções, é claro. Mas, são poucas. Já na política, não existe exceção. A corrupção rola solta.
Agora, o STF cai em sua própria armadilha. Já que o concurso que vai contratar 14 profissionais da área exigia o diploma. O salário é de R$6.651,52. Esse valor pode ser pago agora à qualquer um. Ao bêbado ali da esquina, que sabe escrever o nome e tem espírito pra investigação - se a mulher o trai, por exemplo, já é investigação. À prostituta, com seus princípios morais tão bem posicionados. Aos políticos, com seu dom ladrão. A qualquer bosta que perambule pelas ruas desse Brasil, que sonha um dia ir pra frente.
Que os ministros sejam entrevistados a partir de hoje por gente analfabeta, por gente sem competência, pelo bêbado da esquina, pelo cozinheiro do restaurante fundo de quintal. E por mim, pra mostrar porquê o diploma faz toda a diferença.